Click to Watch in HD > UNIVERSO - MARTE PREPARAÇÃO 2018

Watch Quem quer encarar uma viagem de sete meses até Marte, enfrentar problemas como raios cósmicos e microgravidade e ficar por lá o resto da vida, à temperatura de menos 60º centígrados e sem oxigênio no ar? Até agora, essa proposta, feita pelo projeto Mars One, já seduziu 202.586 pessoas de todo o mundo que, de abril a agosto, se candidataram a integrar a primeira expedição para colonizar Marte. Segundo a coordenação do projeto, representantes de mais de 140 países inscreveram-se para a jornada sem volta. Os Estados Unidos lideram no número de candidatos (24% do total), seguidos por Índia (10%), China (6%), Brasil (5%) e Grã-Bretanha (4%). Em princípio, todos se consideram aptos a integrar a missão. O portal do projeto (www.mars-one.com) fornece informações básicas sobre as condições físicas e psíquicas necessárias, a idade mínima (18 anos) e uma lista de requisitos fundamentais como “resiliência, adaptabilidade, curiosidade, habilidade para confi ar, criatividade e engenhosidade”.O Comitê de Seleção do Mars One já começou a avaliar as candidaturas. Notifi cados no fim deste ano, os escolhidos deverão apresentar um atestado médico sobre sua saúde e serão entrevistados, em 2014, por um membro do comitê. Em 2015, seis equipes, cada uma com quatro integrantes, serão selecionadas para sete anos de treinamento, e em 2023 a primeira delas deverá chegar a Marte. Outros grupos a seguirão, a intervalos de dois anos, escolhidos por programas regulares de recrutamento que formarão novas equipes.O Mars One é um sonho antigo do engenheiro mecânico holandês Bas Lansdorp, que em 2011 vendeu sua participação numa companhia de energia eólica para se dedicar ao plano ambicioso de colonizar Marte. No projeto, ele conta com uma equipe na qual desponta o americano Norbert Kraft, com quase 20 anos de trabalho na Nasa e em outras agências espaciais. Médico-chefe da missão, Kraft é especialista no desenvolvimento de programas fisiológicos e psicológicos para combater os efeitos negativos de voos de longa duração. O Mars One conta ainda com consultores internacionais nas áreas relacionadas à missão, como a brasileira ais Russomano, professora-adjunta da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), especializada em medicina aeroespacial, e com “embaixadores” que ajudam a disseminar a iniciativa, como o holandês Gerard ’t Hooft, Prêmio Nobel de Física em 1999

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